quarta-feira, 26 de maio de 2010

Reunião no Corinthians sobre estádio vira confusão

Diretor de marketing do clube exige que Pacaembu seja aproveitado

Da Gazeta Press

Segundo a coluna de José Inácio Werneck na Gazeta Esportiva, o vice presidente de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg, teve ficou muito irritado nesta segunda-feira (24) na reunião do Conselho Deliberativo do clube sobre a construção do estádio corintiano.

A intenção do dirigente seria a de melar as negociações que levariam à construção do Fielzão, o novo estádio do Timão. O Dirigente chegou a jogar o microfone em cima da bancada. Segundo Werneck, Rosemberg não deixou outros dirigentes falar. Depois de muita confusão, Rosemberg foi repreendido por Carlos Sengel, presidente do Conselho que disse ao vice de marketing que se colocasse no devido lugar, afinal, era apenas um diretor e não um conselheiro.

O atual vice de marketing do clube prega o aproveitamento do Pacaembu ou a construção do estádio onde hoje existe o Playcenter. Outro protesto foi o de Antônio Roque Citadini. O conselheiro vitalício pediu transparência e discrição na discussão do projeto, ou seja, que fosse necessariamente uma decisão restrita aos órgãos do clube. Estavam pressntes na reunião torcedores e alguns membros da imprensa.

Quem defendeu a proposta do novo estádio foi Edgard Soares, atual conselheiro vitalício. Edgard argumentou a favor que, primeiro, a localização do estádio será privilegiada. Fielzão será erguido a 1800 metros do Parque São Jorge, entre a avenida Aricanduva e a Marginal Tiete, ao lado da Sabesp, em frente a Souza Ramos, ao Extra. Imóvel pertencerá 40% à cidade de São Paulo e 60% a Guarulhos.

Edgard explicou que a capacidade do estádio será de 56 mil. O Corinthians entra com o nome e o clube não participa da obra. Diversas empresas poderão negociar 15 mil cadeiras cativas, além de 50 pequenos escritórios (para dentistas, advogados, despachantes) atrás dos gols, que nos dias dos jogos servirão de camarote para os proprietários.

Além disso, a exploração do nome do estádio será trocada em 10 anos, e o Bradesco se propôs a abrir financiamento para quem quiser comprar a prazo uma cadeira cativa. Edgard finalizou dizendo que o Timão terá cem camarotes para explorar (o que daria hoje R$ 18 milhões ao ano), além de alugar espaço para churrascarias e lojas, sem falar da bilheteria.

Diante da boa argumentação, Rosenberg retirou-se contrariado. O Conselho Deliberativo deverá marcar outra reunião. O prazo para aceitar a proposta se encerra no dia 10 de agosto. Até lá, novos "rounds" entre conselheiros e diretores deverão ocorrer.

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