A diretoria do Corinthians já está mobilizada para encabeçar o plano B da nova arena da cidade de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014. Dirigente ouvidos ontem pelo Estado garantiram que o clube já tem projeto definido para a construção de um estádio em Itaquera. Porém, aceitariam participar de um grupo de investimento para erguer nova arena em outro lugar, desde que o custo-benefício para o clube seja positivo. Pirituba, por enquanto, é o local favorito.
Poucos dias antes de embarcar para a África do Sul, onde chefia a delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, explicou que o atual projeto prevê a construção de um estádio para 45 mil pessoas. "Isso é o que o Corinthians vai fazer", afirmou. "Agora, claro que se a Fifa ou a CBF quiserem que o Corinthians seja parceiro no empreendimento, basta arrumar recursos para ampliar o estádio para a capacidade mínima para receber a abertura." A entidade máxima do futebol exige que a arena no jogo inicial da Copa comporte 65 mil pessoas.
Esse, aliás, tem sido um dos principais assuntos tratados pelo presidente corintiano em sua passagem por terras sul-africanas. Sanchez aproveita a proximidade que desfruta de Ricardo Teixeira para obter informações e conquistar apoio para a empreitada. Vale lembrar que, além de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Teixeira é um dos dirigentes mais influentes da Fifa.
Grupo fechado. A direção do Corinthians garante que já formou o grupo de investidores responsáveis pelo projeto inicial. Quanto ao dinheiro necessário para a ampliação de 20 mil lugares, uma das alternativas trabalhadas é de que a Fifa, a exemplo do que fez na África do Sul, disponibilize recursos próprios para essa adequação.
A segurança dos corintianos de que o clube fará parte do novo projeto é baseada no exemplo do Engenhão, no Rio. Construído para receber os Jogos Pan-Americanos de 2007, o estádio foi assumido pelo Botafogo.
A mesma linha de raciocínio vale para a nova arena de São Paulo. Qualquer investimento financeiro ficaria inviabilizado caso não exista um grande clube por trás. "Isso (a associação a um time) é imprescindível. Trata-se de um investimento de milhões de reais que precisa de uma marca forte para alavancá-lo economicamente, atrair público e, consequentemente, mídia e publicidade", explicou o especialista em marketing e arenas multiuso, Ricardo Araújo. / W.V.
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