domingo, 8 de agosto de 2010

Encontro de colecionadores de camisa acontece neste sábado Reunião entre obsecados por camisas será das 10 às 17 horas, no Museu do Futebol, no Pacaem

SÃO PAULO - Mais do que a paixão pelo próprio time, os colecionadores, que se encontrarão neste sábado, das 10 às 17 horas, no Museu do Futebol, têm obsessão por camisas de futebol. Cada um, no entanto, segue uma linha de coleção. "Há quem só gosta de camisa do próprio time. Outros preferem as antigas ou de clubes desconhecidos", comenta Felipe Marx, criador do site www.minhascamisas.com.br, onde as pessoas compartilham fotos de suas raridades e trocam informações.

Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE
Paulo Gini, dono do maior acervo do Brasill, mostra a última peça de sua coleção

A mania de reunir camisas começa como uma brincadeira, sem intuito de virar uma coleção. Foi assim com Felipe e mesmo com Paulo Gini, dono do maior acervo do Brasil. Ambos ganharam o primeiro exemplar dos avós. Felipe recebeu logo duas camisas, uma doBarcelona e outra do Real Madrid, da sua avó que viajava sempre para outros países. Já Paulo ganhou de presente do avô uma camisa do Corinthians de 1982. Foi a primeira peça das 450 que tem hoje do time. No total, o administrador de empresa, possui mais de 3 mil vestimentas - todas foram usadas em jogos. A peça mais recente da coleção é a camisa do Corinthians usada por Basílio na final do Paulistão de 1977.

Com uma boa rede de contatos nos times, feita ao longo dos anos, Paulo não tem tanta dificuldade para conseguir as camisas das partidas recentes. No entanto, o colecionador está focado agora em roupas antigas - o que exige pesquisa e muita conversa com ex-jogadores e familiares. Ah, e tudo mediante um verba. "Não ganho nada, 95% do que tenho é comprado. Mas se alguém quiser dar, fique à vontade", diz rindo.

A rivalidade desaparece quando o assunto é coleção. Antes, Paulo até tinha restrições, mas passou. E hoje, o corintiano reúne camisas do Palmeiras e quase todas as usadas nos principais títulos do São Paulo.

Já o são-paulino Felipe não gosta das camisas alvinegras. Prefere as tricolores mesmo. Em especial, uma de 91 autografada pelo grupo campeão brasileiro daquele ano. "Atrás, tem a assinatura dos campeões (do Mundial) de 93. São duas gerações", conta orgulhoso.

Outra peça com lugar especial no acervo de Felipe é uma do São Paulo, usada por ele embaixo do fraque, durante seu casamento. Quase chegou atrasado na cerimônia, mas o esforço teve recompensa. "Minha mulher adorou. Ela é são-paulina também."

Cuidados. Guardar as camisas requer certos cuidados especiais. De acordo com Felipe, pendurar no cabide pode esgarçar a roupa e dobrar as peças pode ressecar algumas partes. O ideal é embalá-las num saco plástico. Ele, porém, não se preocupa muito com a armazenagem, até porque elas não ficam muito tempo na gaveta. "Quase todo dia estou com uma camisa", afirma. O oposto de Paulo, que tem um quarto adequado - com ar-condicionado e sem iluminação para não alterar a cor das roupas - para o acervo. "Não gosto muito de usar camisa de futebol", garante ele. Manias de colecionador.



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