Apesar de ter passado mais tempo no Parque São Jorge, Rivellino é extremamente grato ao Fluminense. Após a perda do título paulista de 1974, para o arquirrival Palmeiras, o craque virou bode expiatório. Numa época em que o Timão amargava um jejum de títulos, ele era considerado um messias, alguém enviado pelos céus para encerrar a fila. Acabou martirizado.
Em 1974, o Timão vivia um hiato de 20 anos sem ser campeão paulista. A final contra o Palmeiras, no Morumbi, encerraria aquele sufoco? Não. Revoltada, a Fiel se virou contra seu maior craque. Aquela decisão, vencida pelo Verdão por 1 a 0, acabou sendo o último jogo de Rivellino pelo Corinthians. Os corintianos só soltariam o grito três anos depois, no Paulistão de 77.ao Fluminense. Após a perda do título paulista de 1974, para o arquirrival Palmeiras, o craque virou bode expiatório. Numa época em que o Timão amargava um jejum de títulos, ele era considerado um messias, alguém enviado pelos céus para encerrar a fila. Acabou martirizado.
- Eu não queria sair. Todo mundo sabe disso. Como eu já falei, não era para eu ser campeão pelo Corinthians. Não aconteceu. Vou fazer o quê? - comenta o craque, que, apesar de tudo isso, não guardou rancor.
Nesse momento conturbado de sua carreira, Rivellino achou sua tábua de salvação: o Fluminense. O então presidente tricolor, Francisco Horta, estava montando um esquadrão. Mais: uma máquina, a Máquina Tricolor, como o time de Rivellino, Paulo César, Doval, Edinho, Pintinho, entre outros, passou a ser chamado. Em sua estreia, no dia 8 de fevereiro de 1975, num amistoso justamente contra seu ex-time, Riva deu show. O Flu venceu o Timão por 4 a 1, com três gols do meia.
- Não tem esse negócio de vingança. Eu só queria retribuir tudo o que o Fluminense fez por mim, o esforço do Horta para me contratar. Procurei jogar bem, só isso.
No Fluminense, finalmente Rivellino seria campeão. Bicampeão. Conquistou os campeonatos estaduais de 1975 e 76.
Rivellino tem acompanhado o desempenho dos seus dois ex-times e os aponta como favoritos para a conquista do título. O Fluminense lidera o Brasileirão com 41 pontos. O Corinthians está em segundo, com 38. Riva, aliás, elogia a diretoria tricolor, que, na sua opinião, deu um tiro certeiro ao contratar Muricy Ramalho para substituir Cuca.
- O Fluminense trouxe bons jogadores, mas acertou mesmo quando contratou o Muricy, que é um excelente treinador. Está no caminho certo. O Corinthians também está muito bem, tem uma base forte montada pelo Mano Menezes. O Adílson (Batista) está dando sequência. São dois plantéis muito fortes - analisa.
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